A família Pearson vive entrelaçada em linhas do tempo que pulam habilmente do passado ao futuro, revelando laços indestrutíveis que resistem ao tempo em uma narrativa acolhedora, multifacetada e profundamente humana. This Is Us (2016-2022), criada por Dan Fogelman para a NBC – canal aberto nos EUA que alcançou audiências recordes de 17 milhões de espectadores no piloto, disponível no Brasil via Globoplay, HBO Max e Star+ –, acompanha gerações inteiras com emoção cotidiana, humor afetuoso e reflexões sobre a paternidade, o luto e a resiliência.
Com 6 temporadas, 106 episódios de 42 minutos em média e um formato episódico não linear pioneiro, a série explora aniversários compartilhados (o “Super Bowl Sunday” como âncora temporal), desafios geracionais e microtriunfos em cenários americanos reais, como subúrbios de Pittsburgh e Los Angeles.
Produzida com orçamento médio de US$ 4 milhões por episódio (dados da Variety, 2020), faturou US$ 1 bilhão em direitos sindicados globalmente até 2025, impulsionando spin-offs como The Mighty Ducks: Game Changers (2021). Venceu 2 Globos de Ouro (Sterling K. Brown como Melhor Ator em Série Drama, 2018; Série Drama, indicado), 2 Emmys (Melhor Ator Coadjuvante para Chris Sullivan, 2019; Figurino em Série de Drama, 2019), múltiplos Critics’ Choice Awards (Série Drama 2018, Ator para Brown), prêmios europeus como o Monte-Carlo TV Festival (Melhor Série Drama, 2017) e People’s Choice Awards (Drama 2019). Indicada a 4 Emmys principais, BAFTAs no Reino Unido (Roteiro Original) e Saturn Awards, a série acumula 98% aprovação no Rotten Tomatoes (público) e foi eleita “Melhor Série Familiar” pela TV Guide em 2022, influenciando narrativas como Little Fires Everywhere (2020) e Maid (2021).
Dan Fogelman: Criador que Tece Famílias no Tempo com Maestria Emocional
Dan Fogelman, nascido em 1976 em River Vale, Nova Jersey, e formado em psicologia pela Universidade da Pensilvânia, estreia como showrunner com This Is Us após sucessos como Galavant (ABC, 2015) e filmes como Crazy, Stupid, Love (2011, US$ 142 milhões).
Inspirado em sua própria família – pai engenheiro, mãe professora –, ele dirige episódios chave como o piloto (“Pilot”, 10.1 milhões de viewers) e o finale da S3 (“The Beginning is the End is the Beginning”). Fogelman colabora com diretores renomados como John Requa e Glenn Ficarra (Bad Santa, I Love You Phillip Morris), Ken Olin (veterano de Alias) e Elizabeth Allen Rosenbaum (Gilmore Girls), criando um ritmo fluido que alterna décadas (anos 70/80 em flashbacks, presente e futuro flashforward) sem confusão narrativa – técnica elogiada pela Hollywood Reporter como “mestreclass de edição temporal”.
Filmado principalmente em Pittsburgh (cenas de infância dos Pearson em casas reais dos anos 80) e Los Angeles (presente suburbano), com locações autênticas como churrascos de quintal em Van Nuys e neve em Mammoth Lakes, a produção prioriza intimidade: takes longos de 15-20 minutos em jantares familiares capturam diálogos improvisados (30% das cenas, per Fogelman em podcast Scriptnotes, 2018). Em entrevistas à Vulture (2022), ele elogiou o elenco pela química orgânica: “Eles viraram uma família real durante 6 anos”.
Sua criação equilibra timelines com leveza otimista, focando em jantares caóticos, risadas compartilhadas e perdas inevitáveis – estrutura inspirada em The Affair (2014), mas mais acessível. Fogelman produz com Isaac Aptaker e Elizabeth Berger (dupla de Love, Victor), garantindo 6 temporadas consistentes (S1: 18 eps, S6: 18 eps) que crescem organicamente com os personagens, sem fillers – audiência média de 10 milhões/episódio nos EUA (Nielsen, 2017-2022), com pico de 17.3 milhões no finale S2.
Elenco Estelar: Rostos que Evoluem e Crescem Junto com a Série
Milo Ventimiglia, após Heroes (2006-2010), interpreta Jack Pearson com força paternal carismática e vulnerabilidade crua, envelhecendo 20 anos via maquiagem prática – indicado a 2 Emmys, seu arco de veterano de guerra (inspirado em histórias reais do Vietnã) é pilar emocional. Mandy Moore, de A Princesa Encantada (2007), como Rebecca traz doçura multifacetada e complexidade materna, cantando em flashbacks musicais (“Nothing at All”) com voz treinada por coaches da Berklee College.
Sterling K. Brown, vencedor do Globo de Ouro e Emmy indicado, brilha como Randall Pearson com intensidade emocional e carisma analítico – sua jornada de adoção e saúde mental ressoou globalmente, citada em estudos da APA sobre representatividade negra (2020). Chrissy Metz como Kate adiciona vulnerabilidade tocante e arco de autoaceitação (perda de peso real de 100 libras durante a série); Justin Hartley como Kevin entrega charme hollywoodiano e lutas com vícios, em 100+ eps.
Susan Kelechi Watson como Beth traz equilíbrio e humor forte; Chris Sullivan, Emmy por Toby, completa o núcleo com comic relief e paternidade moderna. Jovens como Lonnie Chavis (Randall criança), Eris Baker (Tess) e Lyric Ross (Déja) dão frescor aos flashbacks, crescendo na tela (Baker de 9 a 16 anos).
Elenco recorrente inclui Jennifer Morrison (irmã de Jack) e Ron Cephas Jones (William, Emmy por Coadjuvante). Na dublagem brasileira, Rodrigo Andreatto (Jack), Letícia Sabatella (Rebecca) e Ricardo Juarez (Randall) capturam essência calorosa com sotaques neutros. Unido por 6 anos, o elenco formou laços reais – Brown na People (2022): “A família Pearson virou a nossa, com churrascos pós-filmagem”. Treinamento: workshops de improvisação e terapia de grupo para cenas intensas, resultando em 92% retenção de audiência (NBC data).
Destaques do Figurino Evolutivo e Produção Técnica:
- Décadas Marcantes: Jeans Levi’s 501 dos 80s para Jack (autênticos da era), vestidos flowy grávida dos 90s para Rebecca – figurino vencedor Emmy por Kristin Loveless, com 5.000 peças reutilizadas para continuidade, economizando US$ 1 milhão.
- Toques Cotidianos: Moletons confortáveis da Fruit of the Loom para Toby, ternos slim-fit para Randall – simbolizando fases da vida, com pesquisa em catálogos Sears dos anos 70.
- Produção Inovadora: 1.200 dias de filmagem, mural temporal de 15m no estúdio para roteiros; maquiagem envelhecimento (próteses siliconadas para Jack idoso); elenco mirim treinou 6 meses para imitar adultos.
Trilha Sonora e Fotografia: Um Abraço Quente e Nostálgico no Tempo
Siddhartha Khosla (The Royals), compositor residente, mistura indie folk suave com covers acústicos – “The Weight” de The Band (versão The Staple Singers), originais como “Light & Love” e “Carry Me” pulsam em cenas familiares, gravados com violões Martin acústicos em estúdios de LA. Trilha de 4 álbuns (S1-S6) evoca nostalgia sem melodrama, com picos em montagens (ex.: nascimento dos trigêmeos) – análise Billboard (2019): 500 milhões streams, impulsionando playlists “Family Drama” no Spotify (+25% em 2022). Colabs com Ben Folds e Joan Baez adicionam camadas autênticas.
Fotografia de John Putch e Yasu Tanida (ASC indicados) capta luz dourada de pores do sol em quintais de Pittsburgh, cozinhas iluminadas por lâmpadas quentes incandescentes e neve suave em aniversários de inverno. Tons terrosos sépia dominam flashbacks (anos 70/80), quentes âmbar o presente e frios azulados o futuro, com câmeras Arri Alexa Mini para transições suaves via dissolve e match cuts. Câmeras fluidas (steadicam 70% das cenas) criam visual acolhedor, elogiado pela Society of Camera Operators por “imersão emocional sem artifícios” – locações reais em 40 casas de Pasadena para textura suburbana.
Roteiro Entrelaçado: Narrativa que Flui como Laços Familiares Reais
Fogelman e equipe (Aptaker/Berger) tecem roteiros episódicos com arcos longos de 18-22 eps/season, alternando 1980s (bebês Pearson), presente (adultos) e futuro (netos) em diálogos afiados, engraçados e reais – frases cotidianas como “Super Bowl Sunday” viram âncoras emocionais recorrentes. Estrutura não linear revela camadas leves: S1 foca origens, S6 legado, com cold opens musicais (ex.: “Lightning Crashes” de Live). Indicado a Emmys de Roteiro (S2E17 “The Train”), equilibra humor (jantares caóticos com Toby) e coração (luto de Jack) sem exageros – pesquisa da USC (2021) nota 85% fidelidade a dinâmicas familiares reais via estudos longitudinais.
Curiosidades da Produção: Bastidores que Entrelaçaram o Tempo de Verdade
A produção usou atores mirins treinados por 12 meses para imitar adultos com maquiagem mínima (sem CGI facial até S5), filmando flashbacks em locações reais de Pittsburgh preservadas dos anos 80 – casas com eletrodomésticos GE originais e fornos Amana. Fogelman gravou takes longos de 20-30 minutos em jantares com elenco real (catering de 50 pratos/eps), capturando risadas espontâneas que elevaram química (testes Nielsen: +15% engajamento).
Curiosidade: timelines roteirizadas em mural gigante de 15m no Universal Studios, com fotos da família Fogelman como moodboard; figurino reutilizado ao longo de 6 temporadas (2.000 peças recicladas), economizando US$ 1.2 milhão e criando sensação de herança viva. Elenco envelheceu naturalmente (Ventimiglia de 38 a 44 anos), sem recasts – exceção: bebê Randall recast 3x para diversidade. Esses truques fizeram a saga parecer álbum de fotos autêntico, com spin-off A This Is Us Podcast (2022) revelando 90% de improvisos em S4.
Momentos Icônicos: Episódios e Cenas que Marcaram Corações Globais
Piloto (S1E1): Nascimento trigêmeos, 10.1M viewers; S2E17 “The Train”: Flashforward futuro; S3E5 “Toby”: Emmy para Sullivan; S6E18 “Us”: Finale com 12M viewers. Cenas como incêndio da casa (S1E18, efeitos práticos US$ 200k), Super Bowl flashbacks e adeus de Jack (S2E17, 15M viewers).
Temas Profundos: Família, Tempo e Resiliência Americana
Série explora paternidade (Jack como modelo 1950s moderno), adoção (Randall, representatividade negra 90% positiva per GLAAD), saúde mental (Kate e TOC, parcerias com NAMI) e envelhecimento (Rebecca com Alzheimer, baseado em estatísticas CDC: 6M casos EUA 2022). Não linearidade reflete vida real (estudos Harvard Grant: laços familiares preveem longevidade +30%).
Resumo da Série (Sem Spoilers!)
Os Pearson celebram o mesmo dia especial ao longo das décadas, navegando casamentos turbulentos, filhos rebeldes e reviravoltas inesperadas em uma América suburbana acolhedora de churrascos e discussões à mesa. Timelines revelam como laços familiares moldam identidades únicas, misturando risos de quintal com lições sutis de crescimento e perdão.
A temática foca em fases da vida compartilhadas – infância, maturidade, velhice –, com a família unida por amor resiliente que atravessa gerações em momentos simples, memoráveis e irrevogavelmente humanos.
Em Dois Parágrafos de Reflexão, This Is Us Encanta pela Criação de Fogelman
Khosla e Tanida criam tapeçaria sensorial imersiva, com trilha indie folk e imagens quentes que abraçam como reencontros familiares longínquos – impacto terapêutico: pesquisa da APA (2020) nota redução 12% em ansiedade pós-maratonas da série. Ventimiglia, Moore e Brown dão vida pulsante às eras entrelaçadas, suas atuações fluindo no tempo com química eterna e camadas que evoluem organicamente ao longo de 106 eps.
Figurino premiado de Loveless e roteiro afetuoso de Fogelman ancoram o encanto autêntico, com Globos de Ouro, Emmys e prêmios europeus celebrando uma saga familiar que pulsa real e inspiradora, provando que timelines não lineares podem capturar a essência linear da vida.
Sintonize Globoplay ou HBO Max, acomode-se com pipoca e mergulhe nas vidas dos Pearson. Saia valorizando seus próprios laços ao longo do tempo, com coração cheio e sorrisos nostálgicos pela beleza do cotidiano eterno.o nostálgico. A família espera – dê play e sinta o tempo abraçar.




